Os textos que desisti de enviar – Parte 1

Parte nº 1 – Medo da solidão

Capítulo 7 – A culpa pelo término é minha.

Não sei como começar esse texto. Talvez falar mal de você seja uma boa escolha. Mas acredito que não, afinal você disse tudo o que eu precisava ouvir, mas da maneira errada.

Tivemos um bom começo, um meio complicado e um fim trágico.

O gosto amargo das suas palavras sempre prevalecerá quando sua imagem vier a minha mente. Você me culpou por ter te amado demais, me doado demais e por ter entregado tudo de mim. Foi totalmente rude ao dizer que não dava mais porque eu o sufoquei por anos. E de nada adiantou eu ficar querendo provar que você estava errado e que na verdade eu tentei lhe proteger esse tempo todo.

E olha, eu até sei que tenho culpa, mas a culpa não é somente minha. Afinal de contas, o que vivemos foi a dois, embora você diga que tudo sempre foi do jeito que eu queria.

Você me mostrou que eu fiz tudo desandar, fiz com que o nosso trem saísse dos trilhos. Mas o que foi feito da sua parte para tentar arrumar tudo? Com certeza a dependência que eu tinha foi alimentada por você. Era como se eu quisesse que todas as minhas carências fossem supridas enquanto nos amávamos.

Essas coisas que envolvem sentimento acabam sendo assim mesmo, nos apegamos ao outro como se ele fosse o mantenedor da nossa felicidade. Joguei minhas expectativas no nosso relacionamento e, na certeza de que estava amparada, não só me joguei de cabeça, como também apostei todas as fichas, sem direito a resgata-las novamente.

Se você pudesse perceber que nós somos perfeitos um para o outro, talvez você compreendesse o porquê do meu cuidado demasiado. Eu só tinha medo de lhe perder. Mas hoje vejo que não adiantou muito. Mas o que me entristece é que você nunca me disse o que eu deveria ter feito. E agora, eu que vou sentir saudade. Saudade de tudo em você.

Eu investir muito em nós dois e me recuso a acreditar que você não me quer depois de tudo que nós passamos. Tudo tem se tornado difícil e agora me vejo sozinha. E sem a sua companhia eu não consigo mais lutar. Me pergunto se eu ainda existo em seus pensamentos, porque comigo isso acontece a todo tempo.

Perdi todo o controle e tenho certeza que não vai ser fácil lutar contra esses sentimentos. E quando parecer tão difícil respirar, sei que neste momento, estarei presa ao que vivemos. E por mais doloroso que seja, é certo que o amor precisa de asas. Ele tem o seu próprio tempo e na dança da vida, se dá bem quem sabe esperar. E mesmo hoje, tudo conspirando pelo impossível, vou continuar a acreditar, pois o amor ainda está vivo em mim.

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Cristã. Estudante de psicologia, amiga e sonhadora. Inquieta e tagarela. Amante dos cachos, apaixonada por vírgulas. Posso dizer que amo estar envolvida nas questões sociais e fazer novas amizades. Sempre aberta ao diálogo e a dar conselhos sobre os mais diversos temas. Amo escrever e por isso criei o blog. Um sonho: ter um livro publicado! Quer conversar? Chama nas redes sociais ou no email, será muito legal bater um papo com você.