Os textos que desisti de enviar – Parte 1

Parte nº 1 – Medo da solidão

Capítulo 6 – Ainda é sobre você.

Agora que você foi de vez, já não sei o que de fato é o amor. Sempre pensei que o que sentíamos era realmente a frente do nosso tempo. Tínhamos uma ligação de alma, uma sintonia diferente. E embora seja tarde, e você já tenha ido e talvez nem se importe mais, quero que saiba que ainda é sobre você que eu quero falar. Ainda é sobre você que eu comento com meus amigos. E os sonhos que eu tenho de construir uma família, incluem você.

Lembra quando eu dizia que queria cinco filhos e nenhum cachorro? Pois, hoje eu não quero mais nenhum. É difícil crer que nenhum deles terá o seu gene, o seu rosto e esses olhos verdes que me prendem de uma forma que eu nem sei explicar. E eu não gosto de imaginar que outra pessoa será o pai deles… Eu olho para tudo que me rodeia e tudo se mostra tão vazio, afinal era você que trazia graça aos meus dias.

E quer saber? Não tenho o menor problema de admitir que choro. Sim, eu choro! E faço isso por não conseguir saber o que vou fazer daqui pra frente sem você pra me guiar, pra reclamar comigo e pra me encher de chocolate.

E olha, quero lembra-lo que, nesse momento, não sou obrigada a entender que a vida é assim mesmo. Não quero entender que você teve seus motivos em dizer que tudo o que construímos acabou de uma hora para outra ou que, se eu o amo de verdade, devo deixa-lo ir à busca da sua liberdade. Pense um pouco em mim! Sabia que eu sofro? Que sou de carne e osso? Eu não sou e nunca fui de ferro, mesmo que por diversas vezes eu fizesse questão de deixar isso bem claro! Hoje percebo como fui tola.

Por anos eu assumi a postura de durona, de forte e inabalável, e em questão de minutos me vi refém da fragilidade. Você me abriu os olhos para quem eu realmente sou. Essa menina frágil, desarmada e desprovida de forças emocionais. Você esmiuçou cada detalhe em mim e me fez ver, da pior forma, o quanto eu sou dependente das pessoas. O quanto eu preciso tê-las sobre o meu controle para que eu me sinta viva e eficiente. E caramba, você poderia ter feito isso de outra forma. Alguma maneira que não precisasse destruir meu coração.

Mas enfim, enquanto você ainda me ignora, é do seu sorriso que eu sinto falta. É sobre você que eu ainda escrevo. É em você que penso cada vez que escuto uma música que fala sobre o amor. Ainda lembro os detalhes. E eu não consigo seguir adiante, pois até quando estou sendo eu, vejo muito de você em mim. E com o coração ainda pequeno, ainda apertado, eu torço para que seja bendito esse recomeço sem você.

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Cristã. Estudante de psicologia, amiga e sonhadora. Inquieta e tagarela. Amante dos cachos, apaixonada por vírgulas. Posso dizer que amo estar envolvida nas questões sociais e fazer novas amizades. Sempre aberta ao diálogo e a dar conselhos sobre os mais diversos temas. Amo escrever e por isso criei o blog. Um sonho: ter um livro publicado! Quer conversar? Chama nas redes sociais ou no email, será muito legal bater um papo com você.