O lado bom da vida

Oi gente, tudo bem?

Terminei de ler um livro que já tinha há algum tempo, porém só me interessei em lê-lo agora no começo de janeiro. O lado bom da vida narra à história do Pat Peoples, que tem cerca de trinta e poucos anos e acabou de sair de uma instituição de saúde mental, onde passou quatro anos, porém pensa ter passado apenas alguns meses. Ele está separado da esposa, mas ainda cogita a possibilidade de voltarem, já que ele chama o divórcio de “Tempo separados”. No período em que ficou na clínica ele adquiriu um vício em exercícios físicos, acreditando que, se ficar forte e bonito, Nikki — sua ex mulher — o quererá de volta. Além de se aprofundar na literatura para se tornar mais gentil, sensível, culto e parecido com Nikki e seus amigos.

Ao voltar pra casa ele descobre que os livros que Nikki recomendava aos seus alunos sempre acabam em tragédia e sem finais felizes, o que ele considera ridículo, pois ele pensa que a vida é como um filme que tem sempre o final feliz não importa o que aconteça. Em um jantar na casa de seu melhor amigo Ronnie, ele conhece Tiffany que começa a fazer uma diferença enorme em sua vida e mudar toda sua trajetória.

O livro é meio chato no inicio porque tudo o que Pat deseja é voltar para sua esposa que nem se quer pretende ver a cara dele. Porém, ele te envolve de tal maneira que até a pessoa mais pessimista do mundo, após a leitura, vai acabar por buscar um pouco mais do “lado bom da vida”. Sem contar que Pat nos dar algumas lições maravilhosas como: “Estou praticando ser gentil ao invés de ter razão.”, e isso é muito importante. Diversas situações onde ele tende a explodir, ele se concentra e pensa nessa frase, então desiste de fazer aquilo que ele poderia se arrepender depois. Um bom exemplo para todos nós. O lado bom da vida nos permite também ter um olhar crítico sob a forma com a qual analisamos a nossa vida. Será que temos sempre um olhar pessimista das coisas, das situações, das pessoas? E por mais que a vida não seja como um filme onde o final é sempre espetacular temos que enfrentar a realidade e suportar mesmo que nos doa, pois viver “o feliz” agora é melhor do que viver esperando um final que seja feliz.

Quando foi chegando o desfecho da história foi que eu me envolvi mais e passei a torcer e vibrar com Pat. Sendo empática com a sua dor e com seus pensamentos. O livro tem uma mensagem muito bacana sobre se reencontrar e se reconstruir após grandes perdas, a narrativa em primeira pessoa nos coloca dentro da mente do Pat e a leitura flui rapidamente.

Agora se você já viu o filme e ainda não leu o livro, aconselho que desconstrua tudo o que assistiu, porque o filme não retrata quase nada, nada mesmo do livro. E acaba deixando tudo muito clichê e sem graça, eu mesmo, odiei o filme. Não amei o livro a ponto de indica-lo a quem gosta de uma história diferente e marcante, mas indico a quem quer adotar mais um personagem e se envolver em seu mundo. Partilhando suas dores, aventuras e desventuras. Que ao final você possa dar um passo em direção ao otimismo, lembrando que até o mais rigoroso inverno acaba para que a primavera possa chegar.

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Vanessa Pérola

Achada em sua graça, lugar que me faço feliz. Quando olho em seus olhos, sei quem realmente sou. Que as palavras aqui escritas, encontre repouso em seu coração! Não curto café, nem mimimi!