O carnaval da minha vida

Oi gente, tudo bem?

Esse é um post coletivo. Pra quem não sabe participo de um projeto muito bacana: Projeto vai um café? Que reúne vários blogueiros e foi criado por Beatriz Aguiar, que propôs para esse mês uma postagem coletiva sobre “O carnaval da minha vida.” então segue uma história FICTÍCIA sobre o meu carnaval.

Nunca gostei muito de carnaval, mas meus amigos adoravam. E como toda pessoa que não gosta desse tipo de festa eu nunca me dei o desprazer de ir, porém como toda regra sempre tem uma exceção, comigo não foi diferente. A minha exceção aconteceu no carnaval de 2012 quando um amigo me fez um convite onde constava que tudo seria por conta dele, desde os abadas até as passagens para a grande cidade carnavalesca, Salvador. Ele me fez prometer que se eu gostasse me tornaria adepta à festa. Meio forçada, prometi.

A data da viagem chegou e todos animados, eu com a cara enfezada e cheia de livros na mala — agora imagina se vou ter tempo de ler em plena agitação? — afinal, poderia inventar qualquer dor de barriga e ficar no apartamento enquanto todos se divertiam, mas não foi bem isso que aconteceu. Tive que cair na folia.

O bloco que saímos foi o coruja e quem puxava o trio era Ivete Sangalo. Quase me perdia no meio da multidão multicolorida, suada e agitada daquela avenida, mas não posso negar que o som e a alegria daquele povo eram contagiantes e em alguns momentos eu me peguei sorrindo, dançando e cantando algumas músicas. De repente, vi alguém tocando em meu ombro e querendo chamar a minha atenção, era um rapaz — com sorriso bonito, porte atlético, cabelos enrolados e óculos escuros com lente espelhada — e confesso que não fazia meu tipo.

Ao me virar e prestar atenção ao que ele queria, imediatamente me perguntou qual era o meu nome e se podia me conhecer melhor. Confesso que nunca fui muito boa com essas coisas. Paquerar, ser paquerada é um mundo distante da minha realidade. Mas como não estava entendendo direito o que ele dizia sugerir que fossemos para um lugar mais afastado do trio e ele concordou. Acenei para os meus amigos — que sorriram de orelha a orelha, acreditando naquele momento já terem vencido a aposta — sinalizando que iria me afastar um pouco do trio.

A primeira coisa que fiz questão de prestar atenção era se ele tinha fedor de cerveja ou qualquer outra cachaça, algo que não suporto. E para minha surpresa, ele não tinha, estava era muito cheiroso, outra coisa que eu acreditava ser impossível no carnaval. Enquanto eu estava concentrada no seu sorriso, ele me fazia diversas perguntas que eu respondia silabicamente, não por não está interessada, mas exatamente por está interessada até demais. Por esse motivo fiquei a conversa toda tentando me lembrar de que ele não fazia o meu tipo e que não sou um pedaço de carne a disposição no carnaval, muito pelo contrário.

O circuito acabou que nem percebemos e no decorrer do caminho rimos, trocamos olhares e ansiamos por um beijo, por que não? Ele pediu o número do meu telefone e eu dei. Conversamos mais um pouco e ao nos despedirmos, como tola, fechei os olhos imaginando um único beijo, tola mesmo. Ele apenas riu e disse: “Não quero estragar esse momento com um beijo, prefiro prolonga-lo e ter outros, concorda comigo?”. Totalmente sem graça e envergonhada, disse que sim. Fiquei meio frustrada, mas agradecida ao mesmo tempo, afinal ele me poupou ter que curtir o carnaval a moda antiga, correndo atrás do trio. Antes de partir, ele virou e disse: “Vou te ligar após o carnaval, espero que se lembre de mim.” Respondi eufórica “Ah, com certeza vou lembrar! Esse número também é whatsapp, caso prefira.”. Ele rebateu: “Como disse, vou te ligar, prefiro assim, como antigamente. Bom carnaval. Foi um prazer.”.

Passaram-se os dias e voltamos para casa. Apesar do gatinho que conheci, meu amigo não só não ganhou a aposta como também me fez definitivamente odiar o carnaval pro resto da vida. Voltei a minha rotina de trabalho, faculdade, casa e final de semana com a cara nos livros, vivendo contos impossíveis.

Duas semanas. Nada. Três semanas. Nada. Um mês. Nada. Um mês e meio. Uma ligação com número diferente. Alô? “Oi, somos do grupo literário e gostaríamos de lhe oferecer uma proposta…” Tum, Tum, Tum… Que bobagem a minha acreditar que ele ligaria, qual motivo ele teria para isso?

Alguns minutos depois. Celular tocando. Atendo despreocupada. Alô? E do outro lado uma voz masculina, conhecida: “Alô? Esse telefone é da Camilla? Sou o Fábio, do carnaval de Salvador, tudo bem? Liguei para dizer que o seu sorriso não sai da minha cabeça e estava pensando se poderia te encontrar?”.

Continua, ou não…

Vanessa Pérola

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