Escravo x Filho

Oi Gente, tudo bem? Esse devocional já tem um certo tempo, mas ao lê-lo novamente decidi compartilhar aqui no blog com vocês. Na época em que Deus ministrou esse texto ao meu coração, fui bastante edificada, tanto que vou ler de novo o capítulo 8 de João, para ruminar novamente essa palavra. Que o Espirito Santo fale contigo!

Lendo o livro de João, o capítulo 8 me chamou bastante à atenção. Primeiro porque eu amo quando a bíblia relata algum encontro de Jesus com as mulheres daquele tempo. Segundo porque recebi um entendimento sobre a palavra revelada nos versículos que seguem após o episódio da mulher adúltera.

Jesus começa a ensinar aos fariseus a respeito dEle e daquele que o enviou, do relacionamento de Pai e Filho que ele tinha com Deus, porém eles não entendem bem as palavras de Jesus porque eles não veem Deus como Pai. Eles ainda não entendiam como Jesus, um homem nascido de mulher, poderia se intitular filho do Deus Altíssimo.

O texto segue com Jesus falando a cerca da paternidade de Deus para com Ele, da necessidade dos fariseus entenderem que Ele era o Cristo e somente nEle eles poderiam ser livres.  Eis que a partir do versículo 34 ao 36, o Espírito Santo abriu o meu entendimento e eu pude perceber uma verdade que me libertou no mesmo momento: Jesus respondeu: ‘Digo-lhes a verdade: Todo aquele que vive pecando é escravo do pecado’.” Só aqui já percebemos de cara qual a revelação por atrás dessa palavra: todos os que pecam são escravos das suas vontades, das suas emoções, dos seus desejos, da sua carne, não conseguem ter o domínio do seu corpo, precisam de liberdade.

Mas o próximo versículo me desmontou: O escravo não fica em casa para sempre, mas o filho permanece para sempre.” Isso foi como um tapa na minha cara. E ali no meu quarto eu me pus em lágrimas e comecei a enxergar o quanto eu era hipócrita, o quanto eu estava me assemelhando aos fariseus e não aos filhos de Deus. Vamos trocar a palavra casa por Presença de Deus, para que possamos entender o que Cristo quer nos falar nesse versículo.

Se olharmos bem, o escravo é aquele que não tem acesso a casa. Às vezes ele até entra, fica na presença do seu senhor por alguns instantes, mas logo se retira e ali não há relacionamento íntimo e profundo, não há liberdade. Já o filho mora na casa, sempre tem acesso ao Pai, existe uma intimidade nesse tipo de relação.

E assim somos nós. Quantas vezes estamos presos, sendo escravos do pecado e adentramos na Presença de Deus, só que saímos de lá e não há uma mudança, sentimos o Espírito Santo, falamos em línguas, levantamos as nossas mãos “em adoração”, mas continuamos escravos. Não há uma intimidade maior com a Presença. Muitas vezes procuramos a Deus como alguém que procura uma prostituta (e me desculpe a analogia), mas procuramos a Ele somente para satisfazer a nossa necessidade, para conseguir quem sabe, uma paz em meio a tantos pensamentos angustiantes, para sentir um conforto e, Deus como Pai, nos concede esse refrigério, e então saímos da Presença, e logo mais voltamos a viver escravizados.

No versículo 36 Jesus nos revela qual a diferença do filho: “Portanto, se o Filho vos libertar vocês de fato serão livres.” Para ser filho, tem que ter o Filho. O Filho tem que ter te libertado das dores, dos traumas, dos vícios, das suas vontades, dos medos, das suas raízes de rejeição, do pecado. Só quem tem o Filho, entende como é ser filho, como é se comportar na Presença do Pai, só quem é filho entende a vontade do Pai. Quem é filho não procura o Pai somente quando as coisas apertam, porque ele já vive na Presença.

Mas o interessante é que todos podem ser filhos, percebemos isso no começo do capítulo 8 de João. Porém muitos preferem ficar na condição de escravos, porque satisfazer a vontade da carne parece ser mais importante. Damos a desculpa de que é difícil, que somos fracos e por isso não conseguimos, mas se olharmos bem, todas essas desculpas não são válidas, pois se a bíblia nos fala que é na nossa fraqueza que Cristo nos faz forte, não seria isso uma motivação para deixarmos o pecado? Foi ai que eu entendi que não há desculpas, e comecei a pedir perdão a Deus por ter me comportado como escravo por todo esse tempo, e disse a Ele que eu queria o meu lugar de filha novamente, que estava disposta a renunciar as minhas vontades para viver como tal.

Há um lugar em Deus para você, decida ser filho, decida reconhecer e arrepender-se de seus pecados, permita-se ser livre. Deixe que o Filho te liberte, e verdadeiramente serás livre.

Cristã. Estudante de psicologia, amiga e sonhadora. Inquieta e tagarela. Amante dos cachos, apaixonada por vírgulas. Posso dizer que amo estar envolvida nas questões sociais e fazer novas amizades. Sempre aberta ao diálogo e a dar conselhos sobre os mais diversos temas. Amo escrever e por isso criei o blog. Um sonho: ter um livro publicado! Quer conversar? Chama nas redes sociais ou no email, será muito legal bater um papo com você.