Do casulo ao voo

Ela voou, voou, voou e pousou aqui. Bem aqui. Aqui mesmo, menina. Veja-a bailando no compasso dos seus olhos, olha!

Linda, colorida e muito delicada. É ela, saiu do casulo, você viu?

Parece até poesia, mas é com elas que vamos pensar um pouquinho sobre quem somos. Veja como o nosso Pai é delicado e cuidadoso, repare como ele foi tão detalhista e tão criativo ao criar as borboletas. Borboleta não nasce borboleta, ela nasce lagarta e depois de um longo tempo de casulo se torna borboleta.

Ei, se tem alguma bióloga por aqui me dê licença e deixa-me contar um pouquinho do que aprendi do tal casulo: Lugar apertado, escuro, lugar desconfortável, lugar de dor. Entretanto, também descobri que esse mesmo casulo tem uma função muito importante: proteger todo o processo de metamorfose. Transformar-se em borboleta seria impossível sem essa proteção.

Que Criador organizado e como ele pensou em tudo!

Agora pergunto a você, será você menos importante que uma borboleta? Teria sido você feita de qualquer jeito?

Claro que NÃO!

E para que não fique nas minhas palavras, a Bíblia (Salmos 139) diz que antes que você fosse formada, o seu Criador já conhecia você. Ele havia planejado todos os teus dias desde a fundação do mundo e conhecia cada passo seu e todos os seus dias antes deles existirem.

Experimenta observar essa borboleta que pousou aqui, bem aqui. Somos parecidas, veja! Algumas vezes em nossos casulos, desconcertadas em nossas inconstâncias, apertadas em nossas mazelas emocionais e perdidas em nossas dúvidas. Mas… É no casulo que surpresas lindas acontecem. Casulo é lugar de preparação para um lindo voo!

Talvez estejamos em algum casulo, representado aqui pelos momentos de dificuldades, por processos de amadurecimento, pela compreensão do chamado, pelas renúncias, e pela busca da nossa identidade. O fato é que o nosso voo não acontece sem antes passarmos pela fase do casulo. E a consciência disso menina, te permite refletir que o estado do casulo é importante, mas ele não é eterno. Imagine que assim como as borboletas, você foi criada para voar.

E lembre-se que “casular” é se preparar para os voos que o seu Pai escreveu para você. Não se preocupe em antecipar a sua saída do casulo antes do tempo programado por Ele. As borboletas suportam e esperam porque elas sabem o que está reservado para elas.  Deus abençoe você e que o seu tempo de casulo seja um tempo de qualidade, porque é um tempo que logo vai passar!

Ei, menina… Olha ela lá, olha. Tá subindo, nossa como ela voa alto!

Por Stéfane Queiroz

Cristã. Estudante de psicologia, amiga e sonhadora. Inquieta e tagarela. Amante dos cachos, apaixonada por vírgulas. Posso dizer que amo estar envolvida nas questões sociais e fazer novas amizades. Sempre aberta ao diálogo e a dar conselhos sobre os mais diversos temas. Amo escrever e por isso criei o blog. Um sonho: ter um livro publicado! Quer conversar? Chama nas redes sociais ou no email, será muito legal bater um papo com você.