A arte do encontro

Nunca entendi como podia sentir falta de quem eu não conhecia. Mas, mesmo eu não conhecendo eu esperava com fé. Já te contei que chorava? Eu orava por você e ás vezes a saudade apertava muito forte. Ás vezes questionava sua demora. Mas no fundo eu sabia que estava por ai. É que ficar esse tempo todo sem você não era fácil, mas era preciso.

Sabe, a espera me fez entender, que mesmo te amando muito, não é de você que tenho que depender. Eu perguntava a Deus como você era e, se eu já tinha te visto. Ele não respondia então eu pensava: Ele quer me surpreender.

Imagino teu olhar sereno, quando eu começar a falar que nem uma boba tagarela. Imagino meu silêncio, tentando descrever suas expressões. Sua mão em meu queixo, colocando meu cabelo atrás da orelha, levantando meu rosto e dizendo que eu sou linda. Nesse momento tento prender o riso, mas é difícil esconder, se o olhar não sabe disfarçar.

Sua mão em minha cintura e, a outra em meu rosto. Nossos olhares se cruzando e, então fechamos os olhos. Ouço sua respiração. Uma lágrima então rola. Um silêncio. De repente uma oração. Um agradecimento e naquele momento uma união.

Abrimos os olhos. Sua mão na minha, entrelaça meu dedo. Começo a tremer. Então uma pergunta. Outra lágrima. Uma resposta. Um sim, com a certeza do pra sempre. E a gente então sorriu. Uma sensação estranha, porém deliciosa. Era como se a saudade de uma vida acabasse em um instante.

Vanessa Pérola

Achada em sua graça, lugar que me faço feliz. Quando olho em seus olhos, sei quem realmente sou. Que as palavras aqui escritas, encontre repouso em seu coração! Não curto café, nem mimimi!